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FICHA BIBLIOGRÁFICA

CONCEITO: Na nossa vida como estudante, muitas vezes somos confrontados com a necessidade de ir à biblioteca, fazer várias pesquisas sobre temas variados. Para que uma pesquisa, à base de leitura ( pesquisa bibliográfica ) seja considerada válida é necessário que ela reflicta vários pontos de vista, colhidos de autores também diversificados. É certo que no trabalho final que vamos apresentar, não podemos de modo nenhum levar as obras consultadas ao vivo, porém é possível fazermos a identificação clara e inequívoca de cada uma das obras lidas, para tal recorremos às fichas bibliográficas . Assim, a ficha bibliográfica funciona como um “bilhete de identidade” da obra lida, pelo que deve apresentar todos os elementos descritivos que permitam a sua identificação individual, ou seja, apresenta as referências de uma determinada obra. Várias são as normas usadas para as apresentar as referências bibliográficas, numa ficha. Contudo, seja qual for a forma, há dados que não devem fa...

O TEXTO EXPOSITIVO-EXPLICATIVO

O Texto Expositivo-Explicativo é um tipo de texto que tem por objectivo principal a transmissão de conhecimentos a cerca de uma dada realidade, isto é, fazer-saber ou fazer-conhecer (fazer-perceber). Daí, podemos concluir à priori que o texto visa a transformação do estado cognitivo dos sujeitos aos quais se destina, informando-os de forma clara, objectiva, coesa e coerente sobre um assunto ou problema   de que se supõe eles serem dententores de um saber insatisfatório. Como se pode notar, o Texto Expositivo-Explicativo apenas apresenta uma informação, que se considera nova, partindo de um saber que se pressupõe que o leitor o detenha. Daí que a linguagem usada neste tipo de texto tem muito a ver com o típo de público alvo ao qual   ele se destina. Neste tipo de texto, há o predomínio de duas funções   de linguagem, nomeadamente a função referencial (aquela que se usa para transmitir informações novas) e a função metalinguística (usada em segmentos que visam explicar ou...

A TOMADA DE NOTAS

Na vida estudantil e profissional, somos convocados, muitas vezes a fazer o registo do que ouvimos (em conferências, seminários, aulas, reuniões) ou lemos (nos mais diversos tipos de textos). Contudo, numa simples audição ou leitura, há maior risco de se não poder fazer a retenção de toda a informação, para o reaproveitamento futuro. Daí temos que recorrer à tomada de notas . Imaginemos que numa aula de Biologia, o professor vem apresentar uma exposição sobre, por exemplo, “O surgimento das primeiras espécies vivas”. O estudante, normalmente, tem se fixado nas projecções que o professor faz. Porém, por outro lado, o professor, ao dar a explicação, vai apresentando exemplos novos, definições e noções que não constam das projecções. De certeza, que os alunos não vão perder a oportunidade de fazer o registo das informações que acharem necessárias – veja-se que a relevância do que anotar, a partir de uma exposição varia de indivíduo para indivíduo. Nela intervêm factores como a atenç...

O RESUMO

CONCEITO DE RESUMO Na sua prática quotidiana, como estudante, muitas vezes é confrontado com a necessidade de ter que ler uma infinidade de textos e de tipos e formas diversos. Nalgumas dessas vezes, há necessidade de se retirar o máximo de informação dos textos lidos, sem, contudo, ter que fazer a sua transcrição integral: para tal há que se recorrer ao resumo. Quando se fala de resumo, há uma ideia errada de que este seja um simples corte e uma colagem de passagens do texto-base . O resumo é mais do que isso. Exige de quem o faz o domínio de três capacidades essenciais: Compreensão total da estrutura do texto a resumir, compressão da informação e produção de um discurso com correcção. E um dos principais requisitos para que o resumo seja considerado de “bom”, é que ele seja fiel ao discurso e ao conteúdo do texto de base. Deste modo, o resumo é um exercício que constitui a simbiose entre a síntese, objectividade, fidelidade e rigor. No resumo de um texto faz-se a apresentação das id...

AQUI TEMOS O NOSSO ESPACO

As minhas cordiais saudacoes aos que conseguiram aceder a este espaço. Ele 'e reservado a todos aqueles que gostam de partilhar o pouco do que sabe e pode transmitir nas ciências linguísticas. Nele vamos reflectir sobre as especificidades da língua portuguesa em Moçambique. Não se trata de um espaço para a busca de solucoes definitivas. Alias, a abordagem dos temas 'e mais laica do que cientifica, contudo, espero que venha a ajudar. Assim, numa primeira fase, os convido a reflectirmos sobre os aspectos gerais da sintaxe do Português. O primeiro tema a apresentar será teórico. Portanto, fique atento, nas próximas semanas. Um grande abraço.

exames multichoice em Mocambique

Gostaria, antes de mais nada, de saudar os internautas que entraram em contacto com este cantinho. O presente artigo tem como principal finalidade reflectir sobre o processo de avaliação final em forma de exame no final do segundo Ciclo do Ensino Secundário geral em Moçambique. O Ministério de Educação e Cultura introduziu no presente ano lectivo os exames de múltipla escolha, como forma de, segundo os mentores desta ideia, certificar se os estudantes neles envolvidos possuem conhecimentos enraizados em todas as matérias preconizadas para uma determinada disciplina. Dada a enorme extensão deste tipo de teste maiores são as chances de certificar o domínio que os graduados da décima segunda possuem das matérias leccionadas ao longo do curso. De modo nenhum estou contra este tipo de exame, no final do nível. Todavia, sou da ideia de que há aspectos que se deviam acautelar na sua concepção, tais como: 1. Será que os resultados a obter vão revelar o nível de conhecimentos do examinado...